Nos últimos anos, tenho acompanhado, bem de dentro do mercado, um movimento que ainda é subestimado por muitos: o avanço da fintechização corporativa. Grandes empresas estão percebendo que não precisam mais depender de bancos tradicionais para oferecer crédito, fazer pagamentos, processar recebíveis ou conectar suas operações financeiras. Elas estão criando suas próprias estruturas, autorizadas, eficientes e, acima de tudo, inteligentes.
Nós na A&S Partners temos contribuído muito para esse movimento, liderando as grandes empresas na construção de suas plataformas financeiras, ou Banco Digitais.
Esse movimento muda o centro de gravidade das relações financeiras. Em vez de apenas consumir serviços bancários, as empresas passam a ser provedoras. Isso representa uma mudança estratégica: mais controle sobre o fluxo de caixa, integração total entre operações e finanças, e uma nova fonte de receita que, até então, era totalmente capturada pelos bancos tradicionais.
As alavancas de valor são claras: redução de custos com tarifas bancárias, ampliação de margens com soluções próprias de crédito e antecipação, fidelização de clientes via ecossistemas integrados e, talvez a mais potente de todas, a captura de valuation que antes era invisível — e hoje começa a ser percebida pelo mercado e por investidores.
Ao assumir essa posição, a empresa deixa de ser apenas operadora de sua atividade-fim e passa a ser uma plataforma. E isso muda tudo.
A tendência é irreversível. Quem entender e se preparar agora, sairá na frente. E posso dizer com tranquilidade: estamos apenas no começo.
A concentração bancária no país é muito nociva, o Brasil possui a segunda maior concentração bancária do mundo, com 76% das operações financeiras concentradas nas mãos de 5 bancos (Bradesco, Itaú, Santander, CEF e Banco do Brasil). A Holanda possui 98% de concentração em cima dos 10 maiores bancos, e não dos 5 maiores bancos como no Brasil, porém a Holanda é um caso a parte, equivale afirmar que existem apenas 15 bancos no país. Nos USA a concentração bancária é de 41% em cima dos 10 maiores, na China é de 37% e na Europa, de maneira geral está em 42%.
A entrada de grandes empresas no setor, montando os seus bancos ajuda muito a reduzir essa concentração bancária, que é muito ruim para o país, pois diminui a qualidade dos serviços, aumenta o preço de tarifas bancárias, diminui e dificulta o acesso ao crédito e por aí vai, precisamos acabar com isso. Pelos estudos da A&S Partners, apenas em 2030 o Brasil atingirá marcas mais saudáveis com a ampliação desse movimento, é projetado uma concentração bancária em torno de 47%. Vamos fazer a nossa parte!

Forbes Brasil – Quando, por que e como ocorre uma liquidação extrajudicial bancária?
Por Mariana Felicio16 de janeiro de 2026 Conteúdo publicado na Forbes Brasil.Acesse em: https://forbes.com.br/forbes-money/2026/01/quando-por-que-e-como-ocorre-uma-liquidacao-extrajudicial-bancaria/ A liquidação extrajudicial é um dos
